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Esperança Garcia a primeira advogada.




No limiar de uma nova era, onde ainda vemos a luta que é ser mulher, me veio a história fantástica desta que talvez seja uma das figuras mais importantes da nossa história repleta de apagados, uma das figuras mais importantes do país. Esperança Garcia foi a primeira mulher que advogou no Brasil, talvez em todo o mundo, essa pioneira foi escrava na Província do Piauí durante o século XVIII.

Um tempo em que as mulheres tinham uma vida reclusa aos lares, irmandades e missas, mas foram as condições de escrava letrada que permitiu que esta força surgisse, as condições das mulheres negras no Brasil sempre foi apossada pela exploração do corpo, da alma e de suas próprias condições de existência, Esperança foi uma escrava ligada à igreja por estas condições ela foi letrada para auxiliar o Clérigo jesuíta local, uma condição não comum, mesmo se tratando de uma irmandade, onde os cativos poderiam se casar e vislumbrar uma vida de menos sofrimento.

Ela nasceu na fazenda Algodões em Oeiras-PI, propriedade que pertencia a padres jesuítas e aos 16 anos, se casou e teve seu primeiro filho. A Conselheira Federal da OAB-PI, Élida Fabrícia, destacou a importância de se reconhecer Esperança Garcia como advogada.


“Ela foi uma mulher negra escravizada, submetida a diversas agruras advindas de sua condição vulnerável. Mas nada disso a deteve na busca de seus ideais. Essa luta começou há muitos anos no Piauí, quando em 2017 conseguimos o reconhecimento na Seccional. Agora, o reconhecimento vem da OAB Nacional, em uma verdadeira reparação histórica dos prejuízos que a Advocacia negra e feminina já sofreu”, disse.

Ainda conforme Élida Fabrícia, esse reconhecimento serve também de exemplo para advocacia brasileira. “Como mulher e Conselheira Federal, não consigo mensurar a emoção desse momento. Não contenho as lágrimas, afinal Esperança é exemplo, não somente para a Advocacia de todo o Brasil, mas também para todas as mulheres que saem de casa todos os dias em busca de suas realizações e conquistas. Ela nos inspira a estarmos sempre em processo de superação”, completa.

Como historiador e artista visual me deparei com a oportunidade de apresentar ao público das artes impressas minha visão sobre esta grande autora de nossa nação. Foi em 2023 na primeira festa do livro da Editora da UnB. Que teve como tema as autoras negras brasileiras e tive a ilustração acima selecionada para participar da exposição na universidade. Venho com esta homenagem contribuir com as milhares de vozes antirracistas nas artes da nossa capital.

 

fonte: 27/11/2022

Piauiense Esperança Garcia é reconhecida como a primeira Advogada do Brasil Por Jorge Machado, do Portal O Dia.


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