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Os primeiros homens do Planalto

Atualizado: 9 de mai. de 2019



Todo esse trabalho historiográfico é baseado nas primeiras pessoas que viram no entorno do território do Distrito Federal, uma boa localização para fomentar novas experiências humanas.

Tenho a necessidade de descrever as riquezas patrimoniais imateriais da região que decorre nesse recorte temporal, mostrando um pouco da vida desses ameríndios ancestrais que habitaram a região na antiguidade.

Sabemos através de estudos antropológicos e arqueológicos que a região era um ponto de encontro ancestral para diversas comunidades compostas de famílias clânicas seminômades.

As inscrições e talhas datadas de até 11.000 a.c estão impressas nas encostas dos morros no Sítio do Bisnau e nas paredes da Toca da Onça, ambos os Sítios localizados em Formosa-GO, onde é facilmente se detecta figuras que formam uma conveniente maneira de comunicação, não se sabe ao certo quem, ou quantos Indivíduos realizaram os trabalhos, e nem se foram desenhados em uma só geração. Sabe-se que essa época foi marcada pela fome causada, principalmente por conta da extinção da chamada Megafauna.

Os desenhos nos mostram representações de astros e pessoas, mas também representam animais encontrados na região, linhas que parecem mapas de rotas, são curiosidades estudadas por décadas por universidades do DF e Goiás, e as descobertas surpreendem cada vez mais os pesquisadores. Recentemente foram encontradas inscrições semelhantes na Chapada dos Veadeiros dando uma maior importância para a região.

No sítio arqueológico do Bisnau, onde se encontram os petróglifos que marcaram as primeiras gerações dos ameríndios do Planalto Central. Essas pessoas marcaram a encosta de um pequeno morro, um enorme monólito com todos os tipos de sinais significativos.

Localizado no município de Bezerra-GO e se tornou uma mostra do poder da comunicação dentro do contexto pré-histórico, esses petróglifos são datados de até 11.000 anos, e claramente demarcaram uma forma ancestral de território comum. Pois em uma visita de campo não identifiquei muitas figuras de humanos, o que se vê é um intenso processo de mostrar astros celestes e elementos da própria natureza, e claramente tem formas que representam mapas ou rotas.

As figuras encontradas no sítio são realmente misteriosas pela total ausência de temas da fauna e flora que são tão comuns em outros sítios da mesma época. As formas geométricas encontradas formam desenhos elaborados que reforçam o mistério. É de fato um patrimônio que representa a importância dessa região demarcada por Lois Ferdinand Cruls em 1896, pois são milênios de habitação humana constante, e constantemente mudando a paisagem natural, e usando gigantescos monólitos para seus lapsos de grafismo ancestral, transmitindo sua cultura e valores adquiridos.


 


Dentro do atual Distrito Federal existem vários sítios arqueológicos muitos com fortes traços de ocupação dos ameríndios representantes da era pré-cerâmicas, sociedades de 7.700 anos localizadas nas cidades satélites de Taguatinga, Ceilândia e Gama. Esses habitantes praticavam uma agricultura rudimentar composta de raízes e frutos do cerrado.

Eles não praticavam a caça de grandes animais, pois a chamada Megafauna havia sido extinta por volta de 12.000 atrás, ao invés disso buscavam proteínas em pequenos répteis e moluscos, isso mesmo milhares de anos antes dos franceses refinarem o caramujo “Scargot”, os ameríndios do Distrito Federal já degustavam o nutritivo animal.

A habitação no centro oeste ainda é vista como um dilema a ser desvendado, foi encontrado nas décadas de 70 e 80 vestígios de fogueiras que montam aos 45.000 anos, que derrubaria a teoria oficial os humanos teriam chegado a América através do Estreito de Bering. Abrindo duas novas janelas de hipóteses, a primeira ligada as imigrações de povos do pacífico e da ligação transoceânica com a África, a segunda é bem mais radical e comprovaria que a humanidade na América é composta de várias frentes de imigração diferentes, formando um grupo a parte dos chinos e africanos um ser adaptado ao território americano.

Toda essa discursão só nos mostra a importância da região, que desde sempre foi alvo das atenções dos primeiros humanos do continente. Embora o litoral fora sempre o alvo das primeiras nações indígenas, o centro oeste sempre foi uma rota estável para uma grande área banhada por rios intocáveis e abundantes em possibilidades.

Foi nesse período de 6000 anos aproximadamente que foi inserido o pescado na alimentação indígena. Os Rios Araguaia, Paranoá e Bananal também faziam parte de uma vasta área que era habitada por nações antigas como os Quirixás, Goiás, Carajás e Carajaúnas. Esses foram os principais grupos a se estabelecerem no planalto central, já na era cerâmica, entre os anos 1000 ac e 1800 dc, onde foram represados e dizimados pelos colonos portugueses.

Fonte:

A história da terra e do homem no planalto central

Paulo Bertran. 1994


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