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O caminho de Peabiru



Esse caminho que faz parte de uma vasta rede de “auto-estradas”, engenhosamente criados pelo antigos ameríndios do sul da América, local que reserva uma mística, mantida pelos povos nativos Guaranis, muitas destas lendas são idealizadas pelo povo guarani, e suas ramificações, e a condição principal dessa cultura semi-nômade, era justamente manter a peregrinação do oceano Atlântico ao Pacífico, passando pelas principais pontos e civilizações pré-colombianas.


O movimento desses povos se fez importante no ano 300 d.c, com a expansão dos povos ancestrais dos Incas (consolidados em 1400 d.c como Incas.) que buscavam expandir seus territórios de ação, chegando até o atlântico sul, ocasionando um embate entre os povos guaranis e os estrangeiros dos Andes, nomeados pelos nativos como povo das cidades de pedra, e só sabemos desse embate, por conta dos valiosos escritos de viajantes, na sua maioria Jesuítas, que tiveram contatos com esses povos pelo menos 200 anos depois dos fatos ocorrerem.

Em 1503, os portugueses, que já sabiam da passagem do Rio da Prata empreenderam várias incursões ao local descrito pelos primeiros jesuítas espanhóis. Era uma época onde o engodo e trapaças, faziam parte do jogo internacional entre os reinos, não muito diferente de hoje.

Os primeiros exploradores que tiveram algum tipo de sucesso chegaram no ano de 1524, a expedição de Aleixo Garcia, que em primeira vista foi um fracasso total, no fim foi uma boa forma dos portugueses estabelecerem contatos com os nativos vencedores do embate ameríndio, e conhecerem mais dessa trilha sagrada e ancestral. Aleixo Garcia é um dos únicos sobreviventes do naufrágio de levou a cabo quase toda a tripulação, ele sobreviveu com os indígenas durante 7 anos e até se casou e teve filhos.

Durante toda essa experiência, ele teve muitas informações de que havia um povo da montanha, que se vestiam com ouro e prata, e moravam em cidades monumentais de pedra, para o imaginário do europeu, era simplesmente alcançar uma espécie de estado divino. E essas lendas levaram o Português até as povoações de Potosi na Bolívia, e a fós do Rio Paraguai, os levando até a cidade de Pedra de Cusco (capital inca).

Os portugueses anos depois se beneficiaram desse pioneirismo, pois em 1750, já na era pombalina com a lei internacional do Uso-Potestis, o território do Rei de Portugal aumentou significativamente, trazendo as proporções continentais ao Brasil de hoje.


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